Sobre indecisão




Ontem fiz uma brincadeira nos stories do Instagram, era a tag “top 3”, as pessoas perguntavam sobre qualquer coisa e eu respondia meus 3 favoritos. Por si só, isso é algo que tenho dificuldade absurda. 


Sou uma pessoa decidida quando se trata de sentimentos, decisões importantes no campo emocional é quase instintivo. Porém, quando a questão é sobre preferências, gostos, complica um pouco. Não consigo escolher entre coisas simples como “três filmes favoritos de romance”, a sensação de talvez esquecer um que é importante e deveria estar em primeiro, é certa.

O que não acontece com sentimentos, pessoas. 

Durante minha curta existência, constantemente tenho certezas absolutas assustadoras em relação a sentimentos e pessoas. Meu sexto sentido casou com o sétimo, procriaram e nasceu o oitavo. Tão certo e pleno, com margem de erro de 0,001%, uma habilidade útil em relações interpessoais, mas para por aí. 

Ter certeza de qual é a comida favorita ou a preferência de gênero do filme de alguém só de observá-lo ou conversar por 5 minutos não é útil na hora de escolher MINHAS preferências.
Contudo, em uma questão eu não titubeei, ao contrário, respondi rapidamente e com a mesma habilidade que tenho em ler pessoas. Foi sobre meus lugares favoritos.

Dessa vez nem utilizei de metáforas como o “colo da minha filha” ou “o abraço da minha mãe”, fui ao cerne da questão e respondi, “minha casa, minha cama e meu sofá”. Simples.

A comoção de risos no meu direct foi plural, mas confesso que eu nunca estive tão confiante ao responder algo. Quando refleti sobre a questão, me dei conta que não é o lugar, as paredes, móveis ou o conforto que nosso lar proporciona, mas a família. 
Estar em casa com as pessoas que amo, as minhas favoritas no mundo (de duas e quatro patas). Nem havia me dado conta que tinha essa certeza. É bom ter certezas sobre coisas assim, ainda mais pelos motivos por trás da resposta.

E você, qual o seu lugar favorito no mundo?


Texto: Lili Dantas
Arte: Canva

Comentários

Mensagens populares