Demônios
Dialogou, tentou compreendê-lo?
Está tudo bem não estar bem, não há nada de errado nisso.
Demônio não é uma pessoa, é só uma palavra, ou como eu gosto de dizer, a “coleção de nossos erros”.
Bem e mal são as mesmas partes de um todo.
Acolha o seu lado mau, diga que você também o ama, não o renegue.
Faz parte de quem você é, e o ajudou a chegar até aqui.
Seja grato.
Nossas imperfeições são importantes. Quando aceitamos isso, evoluímos.
O mal só quer que você o reconheça. Do contrário, estará sempre ali, à espreita, esperando para emergir.
Não o esconda por trás de mentiras, aparências, fantasias que repetimos a nós mesmos.
Seja honesto. Reconheça suas culpas, contudo, evite punir-se.
Perdoe-se!
Se quiser, diga como está se sentindo, desabafe, esbraveje, dê um foda-se ao universo e liberte-se.
Depois, você junta os caquinhos, cola tudo de novo e vai ficar tudo bem.
Cicatrizes são belas, contam histórias.
Nossas emoções deveriam ser nossas aliadas e não inimigas.
O corpo fala, quando reprimimos sentimentos, adoecemos.
Vejo muitas pessoas arrotarem santidade como se comprassem na farmácia e tomassem sua medicação diária.
Esqueça as fórmulas prontas, as pessoas que mostram-se totalmente felizes, que nunca erram, interminavelmente centradas, e por compulsão vomitam livros de autoajuda e tutoriais pré-fabricados de coaching...
NÃO É REAL!
Quem é feliz de verdade não perde tempo afirmando insistentemente.
Ao observar o comportamento de alguém feliz e “perfeito” de forma incessante, identifico um desequilíbrio.
É de conhecimento público: “todo excesso esconde uma falta”.
O desespero fica evidente a cada palavra pronunciada, e as falhas visíveis.
Perfeição é metade excelência, e excelência é um hábito que exige autoconhecimento, reconhecimento, perseverança, aprendizado sem fim, liberdade, trabalho... fé!
Busque reconhecer suas imperfeições, e trabalhá-las.
Esteja próximo de pessoas que todos os dias tentam ser melhores, que são verdadeiras e não escondem quem são. São os que vale a pena ter por perto.
Sei que machuca ser autoconsciente de nossas falhas, mas fingir que elas não existem dói muito mais.
Abrace sua evolução.
Texto: Lili Dantas
Arte: Imagem livre da internet, com texto de Lili Dantas



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