Planeta Terra
Recuperou-se.
Passou as mãos bondosas em suas cabeças. E continuou dando-lhes tudo o que tinha. Ar puro, flores e frutos, belezas magníficas...
Eles repetiram os mesmos erros.
Ela chorou.
Revoltou-se!
O chão tremeu, as ondas ficaram mais selvagens, o céu mudou de cor.
Nada mudou.
No ápice do seu desespero, um grito doloroso de dor, pulsou em sua garganta.
Mágoa e decepção entranharam-se em suas células, moléculas, raizes.
A dor aguda de nunca ter podido ser compreendida a dilacerava.
Dor... DOR!
No final de suas forças, pouco antes do último suspiro, lembrou-se que é mãe.
Reuniu forças que nem sabia que tinha, gritou por socorro...
Ninguém ouviu.
Novamente chorou.
Dessa vez, em silêncio, por demasiado tempo.
Nesse momento, recordou-se de uma lição antiga, que ela julgou não mais ser necessária, por isso escondeu no fundo de suas lembranças.
Era chegada a hora de, “quando não aprendemos por amor, aprendemos pela dor, todo ato tem suas consequências”.
É tempo de renascimento.
Há poesia nisso.
Evoluir dói, contudo, restaura.
Ela quer ensinar que o novo, agora, é olhar para dentro.
O “eu”, precisa virar “nós”.
É tempo de elevar pensamentos, expandir consciências e vibrar positivo.
Para que assim, ela, o planeta a quem todos chamam de Terra, possa então, respirar.
Texto: Lili Dantas
Arte: Decifrando Astronomia



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