Amor-próprio



Refletindo sobre como as pessoas, mas principalmente a família e amigos nos influenciam, moldam, afetam... é perturbador. Tanto positiva quanto negativamente.

Por isso, o meio em que estamos inseridos é importante e precisa ser saudável. Se você faz parte de um grupo (seja ele de laços consanguíneos ou não) que te aprisiona, maltrata, adoece, mova-se! 
Se não puder, liberte-se. 
Como? Aprendendo que as opiniões dos outros, são dos outros. 
Compreender isso e trazer para nossa vida de forma prática é o começo de uma história de amor. Sabe com quem? Com você! O amor-próprio começa aí. 
Quando eu sei quem eu sou, o que acredito, sinto, e tenho consciência das dores que já passei e respeito minha própria história, é difícil alguém me afetar.
Passo a entender que o comportamento do outro não tem nada a ver comigo.
O que penso sobre alguém diz mais sobre mim do que sobre o alvo da minha crítica. Meu julgamento nada mais é do que o conjunto de experiências que eu vivi.
Para falar de algo que eu não sinto ou vivo, preciso não somente de “opiniões”, mas de empatia e respeito. 
Se teu familiar ou melhor amigo, não apoia ou respeita teu trabalho, aparência, opção sexual e etc., dói, eu sei, mas realizar-se, conseguir viver uma vida além disso, vale a pena, insista! Não na aprovação do outro, mas na sua!
Quem tem amor verdadeiro por si mesmo, é autoconfiante, conhece seus limites, história, pontos fracos e fortes, que aprendeu a dizer NÃO quando tem vontade e SIM somente quando precisa, é alguém que não tem limites. De posicionar-se, aprender a fazer escolhas saudáveis, física e mentalmente.
Sentir amor por si mesmo, numa sociedade que faz de tudo para que sintamos ódio, é um ato revolucionário. 
Ser completo independente de como é a embalagem, é foda pra caralho!
Não importa se você ainda não chegou lá, o caminho é importante. A estrada são as pecinhas do quebra-cabeça que nós somos. A cada forma que adquirimos reafirmamos nossas características únicas. 
Essas conquistas são plantadas no nosso subconsciente como raízes. 
Amor-próprio é bom demais e as conquistas e cicatrizes que moldam o caminho até ele são melhores ainda, pois o caminho é tão ou mais importante que a chegada.  

Texto: Lili Dantas 
Arte: Da internet (se souberem de quem é, podem dar os créditos).

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