Mãe
Como muitos que me conhecem sabem, eu não tive um pai presente.
Meu pai separou-se da minha mãe logo após o parto da minha irmã caçula, que é dois anos mais nova que eu. Eu sou filha do meio, minha irmã primogênita é um ano mais velha. Minha mãe nos criou praticamente sozinha, um fardo difícil, mas realidade para muitas mulheres ao redor do planeta.
Ao romper laços com minha mãe, meu pai também rompeu conosco, suas filhas. Entretanto, o objetivo desse texto não é falar do meu pai (do qual eu não guardo mágoa, só desejo que esteja bem e em paz onde quer que esteja), quero falar da minha MÃE.
Ela poderia ser a pior pessoa do mundo, mas só o fato dela ter feito o que fez por mim e minhas irmãs, é justificativa suficiente para eu colocá-la em um pedestal em comparação com as pessoas a sua volta. Contudo, ela é mais.
É exemplo de força e altruísmo. É esforçada, produtiva, emotiva, geniosa, um dos humanos mais inteligentes que tenho o prazer de conviver, com defeitos e qualidades, latentes e escancaradas, como de qualquer pessoa que é viva.
Enquanto eu acompanhava sua trajetória, como participante ativa e também como espectadora, eu observava e atribuía todas as características humanas a ela. A resiliência, resistência, astúcia... Não existia o feminino e o masculino, existia o ser humano. Isso! SER HUMANO.
Nas minhas experiências pessoais, mãe, é a palavra mais linda, pois detrás da palavra, está a grandiosidade do significado maior de ser humano. Pai, para mim, não. Nenhuma emoção ou sentimento, é só uma palavra.
Logo, se eu digo, PÃE, para minha MÃE, é quase ofensivo. Mãe é palavra completa, não necessita manobras. Ela não tem nada a ver com pai, ela é uma porrada na cara de uma puta mãe! Ela merece (não só em datas comerciais), todos os dias ser homenageada, não só por ser mãe, mas por ter escolhido!
Ser algo para alguém, proteger, cuidar, AMAR outro ser humano, com ou sem laços consanguíneos, não é um título é uma escolha.
Obrigada por me escolher, MÃE. Te escolho também, todos os dias.
Texto: Lili Dantas
Imagem: Lili Dantas



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