Autoestima
Nos dias de hoje ainda é como se não tivéssemos o direito de sermos nós mesmos, principalmente nós mulheres. É quase um crime. Se for feminista então...
Ainda somos marcadas por lutas que deveriam ser direitos comuns. São inúmeros os questionamentos dos motivos pelos quais me posiciono. Eu poderia citar uma lista, mas posso resumir, minha filha.
Não é só sobre “militar na internet”. Ela observa e aprende. Também sabe que escrever é a maneira que consigo me expressar. E ser exemplo no dia a dia é tão importante quanto. Meu maior motivo é ela, contudo, também é por mim.
A culpa ainda tem o peso de toneladas de anos de patriarcado enraizado. Dói, mas precisamos aprender a ser nós mesmas sem pedir desculpas por isso. Não importar-se com críticas, sejam elas positivas ou negativas, é libertador.
Não é colocar-se em uma caixa e achar que só a nossa opinião importa. Entretanto, há séculos fomos subestimadas, temos todo o direito a uma autoestima elevada.
A minha confiança me pertence. Eu já fui insegura, com meu corpo, cabelos, cor da pele, voz, risada, status, diplomas, e tantas outras coisas que desisti de sentir-me insegura. Não do dia pra noite, foi difícil, ainda é. Pensamentos como, “será que estou sendo muito agressiva? Vão me achar muito vaidosa? Isso é muito vulgar?”, vez ou outra fazem parte das minhas reflexões. Sou humana.
Mas quando descobrimos a liberdade de estarmos em paz conosco, não queremos outra vida. É libertador. Acredite. Estamos autorizados a nos amar!
Mas para isso acontecer, precisamos sair da zona de conforto. Eu sei, é difícil deixar o casulo, é um lugar confortável, seguro. Porém, garanto, aqui fora é muito melhor.
E lembre-se:
A culpa não é sua.
Você é mais forte do que imagina.
Você é linda do jeitinho que você é.
Você pode SIM!
E por último, você é a pessoa mais importante da sua vida, cuide bem de você, a mudança começa por dentro!
Texto: Lili Dantas
Arte: Elle Hell



Comentários
Enviar um comentário