Escrever
A resposta para a pergunta “o que você ama fazer?”, sempre foi, “eu amo ler, escrever, dançar (quando ninguém está olhando), assistir filmes, séries, fotografar, cozinhar...”. Contudo, ao fazer uma autoanálise, cheguei à conclusão que o amor pela leitura e pela escrita (sim, tenho ambos equiparados), não é algo que eu ame fazer, um simples hobby.
As palavras não só fazem parte da minha vida, minha vida faz parte das palavras.
Ambas se misturam como em uma simbiose na ligação mais íntima que mantenho. As letras são meu relacionamento mais duradouro. É o elo com os sentimentos mais perturbadores e profundos que conheço.
Através da escrita, dou voz a luz e escuridão que me habita.
O papel (ou notebook), carrega todo o emaranhado de letras em formato de devaneios, poesias, crônicas e personagens que vivem em algum lugar dentro de mim (ou em mim por inteiro). Escrever, é ir além de criar histórias, é vivê-las por um tempo como se elas fossem reais.
Não escrevo somente para evitar uma morte por asfixia, eu só não saberia fazer outra coisa.
Ler é como inspirar, escrever é como expirar.
E parafraseando Hemmingway, não há mistério em escrever, é só sentar em frente ao papel e sangrar. ⠀⠀⠀
Texto: Lili Dantas
Arte: Imagem livre da internet.



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