Eu amo os escritos da Martha Medeiros! Ela me inspira, e quase sempre compartilho do mesmo modo de enxergar a vida que ela.
No entanto, certa vez ela escreveu uma crônica que dizia, “Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor...” e prossegue no mesmo ritmo.Eu reli outro dia, após o Facebook recordar, e constatei que a Lili que compartilhou aquilo há 5 anos, não tem mais nada a ver comigo.
Diferente do texto, alterei o meu habitual “querer as pessoas de bom humor perto de mim”, para o “que tal bater um papo com aquela pessoa que claramente não quer conversar?”.
Tem pessoas que eu bato o olho e penso, deve ser horrível ser amiga dela, eu deveria tentar.
Aquela outra parece carregar o mundo nas costas, sequer olha nos olhos enquanto conversa... eu deveria me aproximar.
Mentir dizendo que está bem e dizer sempre sim para tudo, parece ser o habitual daquela pessoa, talvez uma amizade honesta exaltando sua autoestima a faça abrir os olhos para o que a fere.
Afinal, todas as pessoas podem encaixar-se com facilidade no conceito de “pessoas especiais”.
Muitas vezes só precisamos estar mais próximos para ouvir, ver, sentir, e o melhor, compreender!
Não estou romantizando relações tóxicas, não me entendam mal, estou incentivando o olhar amoroso para o que foi machucado, quebrado... o que está perdido. Que foi estigmatizado, ridicularizado. O que está em uma bolha sofrendo, com tanta dor que é incapaz de mover-se sozinha.
Muitos de nós estamos enfrentando batalhas silenciosas, e muitas vezes só precisamos de um olhar amoroso.
São tantos os mundos que temos em nossas mãos, com a capacidade de mudá-los, e nem nos damos conta disso.
E aí?
Quantos demônios você abraçou hoje?
Lembremo-nos que o chato, feio, pessimista, rancoroso... e tantos outros adjetivos que nos diferenciam e preconceituam, são espelhos.
Ainda é tempo!
✍🏻: Lili Dantas
🎨🖌: @henn_kim



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