Eu descobri cedo que perdoar é ação que me pertence e nada tem a ver com o outro. Perdão é liberdade!
Não remoer dores para que elas não se transformem em mágoas, é uma escolha. Não significa livrar o outro da culpa, pois nenhum perdão do mundo é capaz disso. Significa permitir que a dor possa esvair-se, transformar-se... Melhor que isso, transmutar-se!
Não tem a ver com o merecimento de quem te magoou, até porque não somos capazes de julgar tal coisa. No entanto, saber se o outro é merecedor ou não, é quase uma regra implícita para a decisão do perdão. E isso, é caminho errado, meu amigo.
Se você precisa colocar na balança as atitudes do outro e julga-las da posição de vítima, então o perdão ainda é sobre o outro e menos sobre você.
O outro está lá, vivendo os mesmos dilemas, convivendo com os mesmos demônios, mas sob um ponto de vista diferente.
Se você ainda vive em função de quem te traiu, está fugindo de si mesmo. É errado esconder quem somos, sombrear a nós mesmos a fim de tornar mais agradável a convivência íntima.
Pois além disso, é senso comum acreditar que perdoar é continuar convivendo com quem te feriu, NÃO É! Também não tem nada a ver com ser nobre ou altruísta, NÃO MESMO!
Eu até poderia dizer que perdoar é ato egoísta, e que o egoísmo é algo bom que foi demonizado, mas seria muita polêmica para poucos parágrafos... Então, apenas irei lembrá-los da máscara de oxigênio no avião, “coloque primeiro em si mesmo, e logo em seguida ajude quem está ao lado”, ou de quando tem alguém doente e ouvimos, “você precisa se alimentar ou serão duas pessoas doentes”. Pequenas atitudes “egoícas” essenciais para convivências bem-sucedidas. É simples salvar a si mesmo? Não. É necessário? Sim.
O seu bem-estar físico, emocional e espiritual devem ser prioridades.
Perdoar é o maior ato de amor de você para você mesmo. Não é só sobre o outro, é uma escolha sobre você. Seu sentir, seu evoluir, seu sobreviver.
Perdoar é o amor próprio em movimento.
✍🏻Lili Dantas
🎨🖌: @henn_kim



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