A minha bravura está na vulnerabilidade. Na minha disponibilidade em sentir muito. Sem amarras. Com feridas expostas e tudo.
Amar verdadeiramente as pessoas é estarmos dispostos a perdê-las. É sobre liberdade. Entender o outro como um ser humano inteiro, completo, independente, é o princípio do amor.
Achar que vamos completar alguém ou procurarmos quem nos complete, não é só erro de iniciante nos relacionamentos, é erro de principiante na vida.
Amor é a compreensão e o respeito pelo livre arbítrio do próximo. Quando passamos a compreender que ninguém nos pertence, que respondemos somente por nossas atitudes, palavras e sentimentos, tudo fica mais leve no sentido de que no fim é só eu comigo mesmo. O outro é responsabilidade dele.
Já é difícil pra caramba responsabilizar-me por mim... Se as pessoas cedo percebessem o peso que é carregar as pessoas, e compreendessem que só é possível fazer isso metaforicamente, seriamos todos livres desde sempre.
Não falo de amar o outro, mas de amar pelo outro, enquanto só se é possível amar por si mesmo. Evitando assim, estar sobrevivendo.
Contudo, quando o quase sempre inevitável acontece, juntar os cacos e montar o quebra-cabeça que é você, significa tornar-se completo e revitalizado ou é a armadura para um contra-ataque?
A dor de hoje é a cura de amanhã. E aquele processo doloroso com final desolador pode ser o início de uma nova etapa.
A questão é, o seu ciclo é perdoar, aprender e seguir em frente ou vingar-se?
E quando não restar mais opções e olhar para dentro for remédio imediato, quem será você após “curar-se”?
✍🏻: Lili Dantas
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