O mundo sempre teve medo de mulheres fortes. Todos. Homens e também mulheres.

Dizer o que gostamos com veemência, expressar-nos abertamente, é um pequeno exemplo do que nos faz loucas para os homens, e desperta o desconforto e o ciúme nas mulheres que ainda não acordaram para o seu verdadeiro eu.
A mulher selvagem real, as que “correm com os lobos”, constantemente são vistas com maus olhos. É o grito desolador de uma sociedade que ainda não aprendeu a ser livre, muito menos a respeitar a natureza do outro.
Por outro lado, essas mulheres não estão sozinhas, as mulheres fortes atraem-se.
É uma sintonia arcaica. Apresentações são desnecessárias, é sentimento, ancestralidade, irmandade. É real, sem pequenezas, muito menos rivalidade. Essas mulheres compreendem que o significado de suas existências é maior do que qualquer mesquinhez.
São aquelas mulheres paradoxos: despretensiosas, mas extraordinárias.

Elas inspiram.

E parafraseando a admirável Clarissa Pinkola: elas são criadoras, visionárias, intuitivas, vibrantes. Se enfurecem diante das injustiças. Abrem caminhos. Escutam com atenção e tem o coração leal.
Elas são tudo o que for instintivo, tanto do mundo visível quanto do oculto. Carregam ideias, sentimentos, impulsos e recordações. Por mais que sejam proibidas, silenciadas, enfraquecidas, torturadas, podadas, rotuladas de perigosas, loucas e de outros depreciativos, elas ressurgem.

Pois quer saber? É simples, ela só sabe que é parte inerente da natureza e quer viver em harmonia com o seu eu mais primitivo, sua psique instintiva, não é rebeldia, é liberdade, é estarmos vivas.
O mundo sempre irá nos temer, e nós sempre seremos a força que vai transmutar esse medo, pois estamos habituadas a transformar almas.

Então, vamos, irmãs! Abracem o seu lado vibrante. Sejamos livres, sejamos o que nascemos para ser: Mulheres!

✍🏻: Lili Dantas
🎨🖌: @ellehell

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