DOR



Hoje especificamente, além da dor física (devido problemas de saúde), a dor na alma também está machucando. E quando dói assim, o amor vem, forte, transbordando de todos os lados, no lar, nos amores, nas amizades... E eu, gananciosa que sou, ávida por amor, me permito desfrutar de cada pedacinho dele. Porque descobri que posso, na verdade, que mereço!

Então faço aquele esforço surreal para sintonizar as boas notícias, pois elas existem. Acredite!

Você aí, que somente hoje, pior, na última hora, pensou tantas vezes em deixar tudo, desistir... pois a dor machuca tanto que a única coisa que você consegue pensar é, “qual a razão de tudo isso?”, vem aqui comigo, se eu te falar um pouco do que dói aqui e você me contar um pouco do que dói aí, quem sabe essa “dor somada” fique mais leve. Sabe o que eu aprendi sobre a dor? Ela é sempre mais leve quando é a do outro.

Segundo o wikipédia:
“Dor é uma experiência sensorial ou emocional desagradável que ocorre em diferentes graus de intensidade – do desconforto leve à agonia –, podendo resultar da estimulação do nervo em decorrência de lesão, doença ou distúrbio emocional.”
Fico feliz em saber que já avançamos a ponto de compreender que a dor é subjetiva, e por isso (principalmente por isso), não devemos julgá-la.

Vamos normatizar a dor? Melhor, normatizar falar sobre ela. Algo tão real e diário não pode ser maquiado com purpurina e arco-íris, como se não existisse.
Fico feliz pelo teu emprego novo, teu trabalho fabuloso, tua família perfeita, teu namorado/marido dos sonhos, tua casa incrível, teus filhos maravilhosos e super dotados... Mas o que eu quero saber mesmo, é onde dói!
Somar nossas dores, falar sobre elas sem tabus, trabalhar na raiz do aflição... até elas se dissiparem. Pois isso é um fato, elas irão passar.

Tudo passa!

Texto: Lili Dantas
Arte: Via, Google

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